domingo, 8 de maio de 2011

''Não beba muita cachaça,

não se esqueça depressa de mim, sim ?''

Não se esqueça depressa daquele verão em que eu fui o sol que queimava sua pele.
Não se esqueça depressa dos nossos sorrisos
e do sol se pondo naquela praça em frente ao mar.
Não se esqueça depressa dos nossos abraços e confidências
e do reflexo da lua no mar.
Não se esqueça depressa daquele final de ano, aquele Natal, nossas famílias reunidas
e das nossas músicas preferidas.
Não se esqueça depressa de nós.
Não se esqueça depressa de mim.

sábado, 30 de outubro de 2010

Eu, minha cidade e minha sensibilidade.

Rio de Janeiro,
entardecer, Leblon, engarrafamento.
Escrevo de trás pra frente tais sentimentos,
que movem lágrimas
dos olhos para o rosto,
e são despertos pela poesia na bolha de plástico.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre a nossa noite

Escrevo-lhe estas palavras afáveis e suaves pois de ti sinto saudades.
Saudades que doem e deixam-me aos pedaços.
Pedaços que insistem em encaixar-se apenas na tua presença.
Longe somos pedaços, peças incompletas. Mas sei que posso, então, juntar nossas peças como um quebra-cabeça.
Peça por peça, delicadamente.
Um encaixe perfeito.
E, numa noite estrelada de verão, enfim seremos um.

Olhe para a Lua, admire as estrelas. Lembra-se ?
Eu jamais esquecerei.

(Em 9 de janeiro de 2010)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sobre você em mim.

E me veio como uma brisa numa tarde de primavera, acariciando meu rosto suavemente.
E ficou. Veio para isso.
Se irá um dia ? Não sei responder.
Mas se for, deixará uma dor latente, porque latente é o que há aqui, agora.

Então não vá.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Promessas ao vento II

[...]
B: E depois de tudo, você vai continuar me ligando toda noite antes de dormir ?
A: Não posso ?
B: Deve.
A: Gosto de ouvir sua voz antes de dormir.
B: Preciso do seu boa noite.
A: Então...
B: Não, isso não muda nada.
A: Eu sei que ainda não acabou.
B: Boa noite.
A: Sonha comigo.

''Não estou ao seu lado, mas posso sonhar. ''